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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Valorize


    O namorado deu de presente a sua namorada uma boneca, ela com raiva pegou a boneca e jogou no meio da rua, O namorado perguntou:
- Por que você jogou a boneca fora? 
ela respondeu
- Porque eu não gostei do presente.
Ele foi pegar a boneca quando um carro o atropelou matando-o instantaneamente . No dia do enterro, a namorada chorava muito, pegou a boneca e abraçou, nesse momento a boneca falou
- Quer casar comigo? então ela emocionada deixou a boneca cair, e do bolso esquerdo da boneca caíram duas alianças.Conclusão nunca despreze um gesto de amor, e valorize quem te ama. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mal embalado


    Em uma confraternização de uma empresa, o chefe colocou várias caixas de presentes em cima de uma mesa. Umas pequenas, outras grandes, umas bem enfeitadas, outras nem tanto. Então, pediu para que cada funcionário pegasse uma. Foi uma correria só, pois todos queriam pegar as maiores caixas ou as mais bonitas. 

    Ao abrirem o presentes, os funcionários tiveram uma grande surpresa, principalmente os que pegaram as maiores e mais bonitas caixas. Nesses pacotes continham tijolos, e nas pequenas e não tão bonitas caixas havia perfumes importados. 

     Insatisfeito, um dos funcionários fez a seguinte pergunta: 

     - O que significa isso? 

     E o chefe, com muita sabedoria, respondeu :

     - Isso é o que acontecem com as pessoas que julgam as outras por causa da aparência. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A pedra


Certa vez, um homem caminhava pela praia, numa noite de lua cheia.
Ele pensava desta forma: 

se tivesse um carro novo, seria feliz; 

se tivesse uma casa grande, seria feliz; 

se tivesse um excelente trabalho, seria feliz; 

se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz... 

Até que ele tropeçou em uma sacolinha cheia de pedras. 
Por conta disso, ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia: 
Seria feliz se tivesse... Assim o fez até que ficou com uma só pedrinha na sacolinha e decidiu guardá-la. Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha, tratava-se de um diamante muito valioso. 
Você imagina quantos diamantes ele jogou ao mar sem parar para 
pensar? 
Assim são as pessoas... 
Jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que não têm, sem dar valor ao que tem perto delas.
E você, como anda jogando suas pedrinhas?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Seja que nem a formiga


  A formiga é usada por escritores sacros e seculares como exemplo de laboriosidade e previsão.

 Ela trabalha arduamente no verão para sobreviver nos tempos difíceis do inverno.

 O sábio Salomão faz um convite para observar a vida desses pequenos insetos.

  Com a formiga, aprendemos que a vida é luta e que, para sairmos vitoriosos, é preciso laboriosidade, ordem e provisão. As formigas não esperam “grandes projetos” para iniciar o dia trabalhando. Elas começam com o que têm a mão. E tem mais, as formigas trabalham como um exército.

  Tudo o que ela encontra, ela guarda, poupa, armazena. Por fazer isso, não passa fome nem desatende às necessidades da família.  Instintivamente, ela sabe que o inverno virá e não haverá condições de trabalhar, portanto, faz previsão.

  E quando as inclemências do frio chegam, enquanto outros animais passam fome, ela está protegida, alimentada e segura em seu ninho.

O que você pode aprender com a formiga?

Quanto falta para o inverno da sua vida?

“Vai ter com a formiga, considera os seus caminhos e sê sábio.” Salomão

domingo, 20 de maio de 2012

Naufrágio


    O único sobrevivente de um naufrágio foi parar em uma pequena ilha desabitada fora de qualquer rota de navegação. Ele orava fervorosamente pedindo a DEUS para ser resgatado, mas os dias passavam e nenhum socorro vinha. Mesmo exausto, contruiu um pequeno abrigo de madeira para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais; também para guardar seus poucos pertences. Um dia, saiu em busca de alimento e, quando voltou, encontrou seu abrigo em chamas, envolvo em altas nuvens de fumaça.
Terrivelmente desesperado e revoltado, ele gritava chorando: "O pior aconteceu! Perdi tudo! DEUS, por que fizeste isso comigo?" Chorou tanto que adormeceu, profundamente cansado.
No dia seguinte, bem cedinho, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava:
- Viemos resgatá-lo, disseram.
- Como souberam que eu estava aqui?, perguntou ele.
- Nós vimos o seu sinal de fumaça.
É comum sentirmo-nos desencorajados e até desesperados quando as coisas vão mal. Mas DEUS age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.
Devemos sempre lembrar, que se algum dia o nosso único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até nós a Graça Divina.
Enxergar, entender, aceitar e interpretar a respota é tão importante quanto pedir.

domingo, 22 de abril de 2012

Rancho velho

   O dono de um pequeno comércio, amigo de um grande poeta, abordou-o na rua: 

 - Estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece.  Poderá redigir o anúncio para o jornal?  

   O poeta apanhou o papel e escreveu:  

"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro.  A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda".  

   Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. 

 - Nem pensei mais nisso, disse o homem.  Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!  

   As vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que tens, as pessoas, os momentos. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Morreria de frio?

   Certo dia, ao término do trabalho, um homem foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu. Todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia: 

 - Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?

   Ele explicou: 

 - Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída.  Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei.

   Será que você seria salvo?

terça-feira, 10 de abril de 2012

O marujo

   Certa vez um jovem marinheiro teve que subir ao mastro durante uma tempestade. As ondas levantavam o barco para alturas estonteantes e logo em seguida jogavam-no para profundezas abismais. O jovem marujo começou a sentir vertigem e estava quase caindo quando o capitão gritou: "Moço, olhe para cima". De maneira decidida, o marinheiro desviou o olhar das ondas ameaçadoras e olhou para cima. Então, conseguiu subir com segurança e executar a sua tarefa.


   Quando os dias de tribulação revolvem a nossa vida, quando as tempestades da vida nos confundem, perdemos o equilíbrio e somos ameaçados a despencar. Entretanto, se desviar-mos nosso olhar dos perigos e olharmos para o alto, se buscarmos a Deus em oração e agarrarmos a Sua poderosa mão, nosso coraçâo se aquietará, receberemos força e paz para podermos executar as nossas tarefas em meio as tempestades e, finalmente, seremos felizes.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A casa

    Um velho carpinteiro que construía casas estava pronto para se reformar. Informou o chefe do seu desejo de sair da indústria de construção e passar mais tempo com a sua família. Acrescentou que sentiria falta do salário, mas realmente queria aposentar-se. A empresa não seria muito afectada pela saída do carpinteiro, mas o chefe estava triste por ver um bom funcionário partir e pediu ao carpinteiro para trabalhar em mais um projecto como um favor. O carpinteiro acabou por concordar, mas não gostou nada da ideia. E foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Assim prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Foi uma maneira negativa dele terminar a sua carreira. Quando o carpinteiro acabou, o seu chefe veio fazer a inspecção da casa construída. Deu a chave ao carpinteiro e disse: 
- Essa é a sua casa. Ela é o meu presente para si.


Quem semeia vento colhe tempestade.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O lenhador

No Alasca, um esporte tradicional é cortar árvore. Há lenhadores famosos, com domínio, habilidade e energia no uso do machado. Querendo tornar-se também um grande lenhador, um jovem escutou falar do melhor de todos os lenhadores do país. Resolveu procurá-lo.

- Quero ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvore como o senhor.

O jovem empenhou-se no aprendizado das lições do mestre, e depois de algum tempo achou-se melhor que ele. Mais forte, mais ágil, mais jovem, venceria facilmente o velho lenhador.

Desafiou o mestre para uma competição de oito horas, para ver qual dos dois cortaria mais árvores. O desafio foi aceito, e o jovem lenhador começou a cortar árvores com entusiasmo e vigor. Entre uma árvore e outra, olhava para o mestre, mas na maior parte das vezes o via sentado. O jovem voltava às suas árvores, certo da vitória, sentindo piedade pelo velho mestre. Quando terminou o dia, para grande surpresa do jovem, o velho mestre havia cortado muito mais árvores do que o seu desafiante.

- Mas como é que pode? - surpreendeu-se.
- Quase todas as vezes em que olhei, você estava descansando! Não, meu filho, eu não estava descansando. Estava amolando o machado. Foi por isso que você perdeu.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O caracol

    O caracolzinho sentia-se muito infeliz. Via que quase todos os animais eram mais ágeis do que ele. Uns brincavam, outros saltavam. E ele aborrecia-se debaixo do peso de sua carapaça! 


- Vê-se que meu destino é ir devagarinho, sofrendo todos os males! dizia ele, bastante frustrado. 


    Seus amigos e familiares tentavam consolá-lo, mas nada conseguiam. 


- Caracolino, pense que, se a Natureza lhe deu essa carapaça, para alguma coisa foi, disse-lhe a tartaruga, que se encontrava em situação semelhante à dele. 


- Sim, claro, para alguma coisa será! Pode explicar-me a razão? perguntava Caracolino, ainda mais chateado por receber tantos conselhos. 


Caracolino tornou-se tão insuportável por suas reclamações, que todos o abandonaram. E ele continuava com sua carapaça às costas, cada vez mais pesada para o seu gosto. 


    Um dia, desabou uma tempestade. Choveu durante muitos dias. Parecia um dilúvio! As águas subiram, inundando tudo. Muitos dos animaizinhos que ele invejara, encontravam-se agora em grandes dificuldades. Caracolino, porém, encontrou um refúgio seguro. Dentro de sua carapaça estava totalmente protegido! 


    Desde então, compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada carapaça. Deixou de protestar, tornando-se um animalzinho simpático e querido por todos.

Lembre-se que tudo na vida tem um porquê.

quinta-feira, 1 de março de 2012

A cotovia

    O pecado, como uma jornada, começa com o primeiro passo; e a sabedoria e a experiência ensinam que é mais fácil resistir à primeira tentação do que às posteriores, quando a transgressão já começou a tomar forma. Isso é demonstrado na história da cotovia. Pousada nos altos ramos de uma árvore, livre de qualquer perigo, viu um viajante caminhando pela floresta com uma misteriosa caixinha preta embaixo do braço. A cotovia voou e pousou no ombro do viajante. ‘O que você leva nessa caixinha preta?’ perguntou o pássaro.

‘Minhocas’, respondeu o viajante.

‘São para vender?’

‘São, e bem baratas. Só uma pena por minhoca’.

    A cotovia pensou um pouco. ‘Devo ter um milhão de penas. Não vou sentir falta de uma só. Esta é uma boa oportunidade de conseguir um jantar sem nenhum esforço. Então disse que compraria uma. Procurou cuidadosamente embaixo da asa uma pena bem pequena. Estremeceu um pouco ao arrancá-la, mas o tamanho e a qualidade da minhoca fizeram-na logo esquecer a dor. Lá em cima, na árvore, começou a cantar com a mesma beleza de antes.

    No dia seguinte o homem também apareceu, e mais uma vez ela trocou uma pena por uma minhoca. Que modo maravilhoso e fácil de conseguir um jantar!

Dali para a frente, todo o dia a cotovia entregava uma pena, e cada perda parecia doer menos e menos. No começo tinha tantas penas, mas com o passar dos dias sentiu que foi ficando mais difícil voar. Finalmente, após perder uma de suas últimas penas, não conseguia mais alcançar o topo da árvore, muito menos voar tão alto como antes. Esvoaçava no máximo dois metros e via-se forçada a procurar alimento junto com os belicosos pardais.

    O vendedor de minhocas não apareceu mais, pois não havia mais penas para pagar as refeições. A cotovia deixou de cantar, pois sentia-se envergonhada de seu estado decaído.

    É assim que os hábitos indignos tomam conta de nós — a princípio dolorosamente, depois com maior facilidade, até que por fim nos encontramos destituídos de tudo que nos leva a cantar e voar a grandes altitudes. É assim que se perde a liberdade. É assim que nos envolvemos no pecado.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O tolo e o sábio


    Todos os dias o Mullah Nasrudin ia esmolar na feira, e as pessoas adoravam vê-lo fazendo o papel de tolo, com o seguinte truque: mostravam duas moedas, uma valendo dez vezes mais que a outra. Nasrudin sempre escolhia a menor. A história correu pelo condado. Dia após dia, grupos de homens e mulheres mostravam as duas moedas, e Nasrudin sempre ficava com a menor. Até que apareceu um senhor generoso, cansado de ver Nasrudin sendo ridicularizado daquela maneira. Chamando-o a um canto da praça, disse:


- Sempre que lhe oferecerem duas moedas, escolha a maior. Assim terá mais dinheiro e não será considerado idiota pelos outros.

- O senhor parece ter razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais idiota que elas. O senhor não sabe quanto dinheiro já ganhei, usando este truque. Não há nada de errado em se passar por tolo, se na verdade o que você está fazendo é inteligente. Às vezes, é de muita sabedoria se passar por tolo e é muito melhor passar por tolo e ser inteligente do que ter inteligência e usar fazendo tolices.

"Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem!"

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O passarinho

   Existia próximo a uma pequena cidade, uma casinha bem simples, no alto da serra, onde morava um velho sábio, contador de estórias. Uma pessoa querida e respeitada por todos que viviam naquela região.

   Certo dia, um grupo de garotos, travessos, sonhadores e com energia transbordando, tiveram uma "brilhante" idéia:

   - Hoje nós vamos desbancar aquele velho! Vamos mostrar para ele que ele é capaz de errar. A gente pega um passarinho, bem pequenininho, coloca entre as mãos, vai até ele e pergunta o que é que a gente tem na mão. Como ele é sábio, facilmente vai responder. Aí é que a gente complica ele: vamos perguntar, depois que ele acertar que é um pássaro, se o passarinho está vivo ou está morto. Se ele responder que está vivo, a gente aperta a mão e força o pescoço do pássaro, em seguida, mostrando pra ele que está morto; se responder que está morto, a gente abre a mão e o bichinho sai voando. De todo jeito ele vai sair perdendo.

   E assim fizeram. Pegaram o passarinho e dirigiram-se, eufóricos, até  a casa do velho. Aproximaram-se, todos contentes, e foram perguntando, já subestimando a capacidade do homem: 

   -  O que é que a gente tem entre as mãos?

   Ele olhou, olhou, observou bastante e respondeu:

   - Um passarinho.

   - Muito bem! Acertou. Agora, diga-nos: este passarinho está vivo ou está morto?

   Olhando bem nos olhos de cada um dos garotos, com voz serena e cheia de autoridade, respondeu:

   - Depende de vocês! A vida ou a morte deste passarinho está nas suas mãos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Deus não erra

    Há muito tempo, num reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre o lembrava dessa verdade. 

- Meu Rei, não desanime... Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele nunca erra!!! 

    Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. 

    O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este: 

- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo. 

    O Servo respondeu: 

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é Bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca Erra!!! 

    O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que o mesmo fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço. 

    Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez pôr uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois se sabia que faziam sacrifícios humanos para seus deuses. 

    Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto e o Rei já estava diante do altar, o Sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso: 

- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso!! Falta-lhe um dedo!! E o Rei foi libertado. 

    Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, mandou libertar seu súdito e pediu que o mesmo viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe: 

- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão Bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu? 

O servo sorriu e disse: 

- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!  Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele nunca erra!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Tire a trave do seus olhos

    Um jovem casal se mudou para Curitiba. Chegando na cidade começaram a arrumar a nova casa. A vizinha comentou com seu marido, olhando pela janela: 

-Essas esposas não sabem lavar roupa. Que toalha encardida, coitado do marido!

    E todos os dias, durante o café da manhã, ela tinha uma crítica. Olhando pela janela, dizia:

 -Meu bem, que porca é nossa vizinha. Os lençóis, no varal, estão sujos; as calças do marido dá dó de ver, aquela camisa que deveria ser branca nem tem mais cor...

    Dia-a-dia ela fazia críticas, até que num sábado, ela levou um susto e falou para o marido: 

-Meu bem, que milagre! Ela aprendeu a lavar roupa. Nossa, que brancura! Venha ver. Qual sabão será que ela está usando? Ah, eu tenho que descobrir!.

    O marido então, sorrindo, respondeu:

-Minha querida, não é um novo sabão. Simplesmente lavei a nossa janela.

Já dizia Jesus, quantas vezes olhamos o cisco no olho do outro e não vemos a trave que está no nosso.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O cavalo e o poço

      Conta-se que um fazendeiro, que estava vivendo em grandes dificuldades, tinha alguns animais para ajudar nos serviços de sua fazenda. 

    Um dia, chegou-lhe a notícia que um de seus cavalos estava caído num poço abandonado. O tal poço era muito fundo, seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro olhando para dentro do buraco, notou que o cavalo estava vivo. Avaliou a dificuldade e o alto custo para resgatá-lo de lá, decidiu que era melhor deixá-lo lá mesmo. Chamou o seu encarregado e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o. O capataz chamou alguns empregados e mandou-os jogarem terra sobre o animal até que o encobrissem totalmente e o poço perdesse o perigo de cair outros animais. 

     Mas houve uma surpresa, à medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão do buraco e ia pisando sobre ela. Dentro de pouco tempo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, pelo contrário, estava subindo à medida que a terra caía e ele a jogava para o fundo do poço, até que , finalmente, conseguiu sair. 

    Acontece com a gente, por vezes nós achamos que chegamos ao fundo do poço e que ainda estão tentando nos soterrar para sempre. Temos a impressão de que o mundo está jogando sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nessas horas tão difíceis, é importante lembrarmos da lição profunda da parábola do cavalo e que façamos a nossa parte para sair das dificuldades. Ou usamos o poço como ponto de apoio para o impulso que nos levará à saída, ou nos deixamos ficar ali desanimados até a morte chegar. Se estamos nos sentindo soterrar, joguemos a terra para baixo e aproveitemos dela como a uma escada para subir. 

    Tenhamos em mente que, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, para nos ajudar a vencer.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O pote rachado

   Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara, a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.

   Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser apenas capaz de realizar a metade do que havia sido designado a fazer.  Após perceber que, por dois anos, havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:
 
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas. 

- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?

- Nesses dois anos eu apenas fui capaz de entregar metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho até à casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote. 

   O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que admires as flores ao longo do caminho. 

   De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isso lhe deu ânimo. Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote: 

- Você notou que, ao longo de todo o percurso, só havia flores no seu lado do caminho? Notou ainda que, a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Servo cruel

    "Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos. E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo:

    - Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

   Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: 

    - Paga-me o que me deves.

   Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo:

   - Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

  Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe:

 - Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

  E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

  Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas."  Mateus 18:23-35

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A bela rosa

  O local estava deserto quando sentei-me para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, tinha a impressão que o mundo estava tentando me afundar. E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou perto de mim, cansado de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria: 

   - Veja o que encontrei! 

  Na sua mão uma flor. E que visão lamentável! Estava murcha com muitas pétalas caídas. Querendo ver-me livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar, ele sentou-se ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa: 

- O cheiro é ótimo, e é bonita também. Por isso a peguei. Pegue-a, é sua! 

  A flor à minha frente estava morta ou morrendo. Nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá. Então, estendi-me para pegá-la e respondi: 

- Era o que eu precisava.

   Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, e que não podia ver o que tinha nas mãos. Senti minha voz sumir. Lágrimas despontaram ao sol, enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim. 

- De nada. - respondeu sorrindo. 

   E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Sentei-me e comecei a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim eu! E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciar cada segundo que é só meu. Então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela flor, e sorri enquanto via aquele garoto com outra flor em suas mãos prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

As melhores coisas da vida são vistas com o coração!